Uma conversa com o chefe da EGM, o jornalista Ricardo Farah.

Entrevistamos o chefe dessa revista ái, tá bom ou quer mais?
Entrevistamos o chefe dessa revista aí, tá bom ou quer mais?

Bom, venho até vocês atendendo a milhares de pedidos (mentira, na verdade foi um só, o do professor Stycer), relatar como fui a “campo” verificar o que os grandes players têm a dizer sobre nossa tão amada indústria de entretenimento. Não é segredo para ninguém que sou um grande fã da EGM Brasil (possuindo inclusive TODOS os números, realmente uma coleção invejável), então resolvi falar com algum membro da revista que tanto amo. Tenho de ser sincero, na verdade eu fui não pelo blog (desculpem), mas sim pelo meu projeto de conclusão de curso (a saber, jornalismo).

Bom o final do saldo foi positivo, afinal não foi nada difícil entrar em contato com o pessoal de lá. Quando se fala de gamer para gamer sobre games, tenha a certeza estamos entre amigos (a não ser que você seja um Nintendista que quer discutir a importância atual da Nintendo com um sonysta Xiita). Enfim, falei diretamente com o Godfather da EGM Brasil, o jornalista Ricardo Farah.

Ricardo Farah foge muito ao estereótipo de gamer, ele não usa óculos, não vive com um controle no bolso, tão pouco fica cantarolando músicas de games por aí. Na verdade ele é a figura exata de metaleiro (ei, games e rock combinam muito bem). Mas apesar das roupas que veste, o linguajar do Ricardo é apurado, nada de erros do tipo “Nós foi” quando ele fala. E para espanto de qualquer que seja, ele é bem gentil, uma simpatia que só. Isso somado a sua vasta experiência nos games transformaram ele na nossa “cobaia” perfeita. Começamos nosso papo parabenizando-o, afinal da última vez em que o vimos ele era colaborador, hoje ele é o chefe! Em seguida partimos para o ataque.

Nosso papo foi muito produtivo, falamos um pouco sobre tudo. Falamos sobre o mercado atual dos games internacional e nacional em tempos de crise (que segundo o próprio chefe, estamos num momento propício para as grandes empresas voltarem seus olhos gananciosos para nosso país), apontamos falhas que impedem o crescimento do setor em nosso país (cof, cof, impostos, cof).

Outro ponto que abordamos foi os incentivos que a Microsoft está dando para os desenvolvedores com a XNA, falamos sobre o passado condenável dos gamers brasileiros (somos todos piratas, sinto muito), enfim falamos sobre tanto em tão pouco tempo (juro que vou falar com ele de novo, foi realmente como falar com um ídolo). Mas um dos pontos autos da nossa breve entrevista foi quando falamos sobre a (agora) falecida matriz Electronic Gaming Monthly (a EGM gringa), com um sentimento de tristeza partilhado por todos os amantes dos videogames.

Falar sobre a EGM gringa é como falar de um primo distante que faleceu repentinamente (se você vive assistindo e escrevendo sobre BBB (afff) ou assistindo jogos do Corinthians na certa você não sabe, mas a EGM é uma das mais antigas publicações especializadas em games da história e teve suas operações encerradas no início desse ano), então hipotetizamos sobre a mesma coisa acontecer com nossa publicação nacional. A resposta do Farah foi um tanto vaga, mas realista: “não estamos livres disso”. Mas calma, antes de ligar para a revista ou colocar no Orkut que a EGM Brasil está com os dias contados, leia a resposta completa em seu pleno significado! “Não estamos livres de morrer, ou de ter filhos, ou ficar ricos ou miseráveis, etc… Entendeu? Não há como saber o que o futuro nos aguarda, existem possibilidades sim, ainda mais quando quase tudo o que foi feito até agora vinha de fora e esse “fora” não existe mais…” Mas enfim, Ricardo me tranqüilizou dizendo que não há nenhuma conversa que aponte um fim para a revista, ainda mais porque ela é muito conceituada e sempre tem os anúncios que precisa para sobreviver.

Mas de tudo o que foi falado o que mais me impressionou foi a grandeza da EA. Amada por poucos (eu me incluo), odiada por vários outros, a Electronic Arts se gabava a algum tempo de ser a maior softhouse e distribuidora do mundo dos games, mas teve sua realidade alterada com a fusão entre Activision e Blizzard ( que hoje são a number ONE), hoje a EA é a número 2. Mas, segundo o chefão, ao contrário de se desanimar com a recente queda, somada aos fracassos de alguns títulos badalados e a crise assombrando por aí, a EA está muito mais concentrada a fazer grandes títulos e se reerguer frente ao consumidores. Perguntei da onde vêm essa força e Ricardo me disse que na época em que era líder os funcionários da EA tinham de trabalhar muito para não deixar a peteca cair, mas que agora que a peteca está em outras mãos, eles podem trabalhar para criar títulos únicos, afinal se manter líder já não faz tanto sentido. A EA agora pode trabalhar como a Rockstar, sem grandes ilusões de dominar o mundo mas tendo uma participação no mercado com lucros absurdos de quebra.

Realmente faz sentido e parece que com os recentes projetos a EA aprendeu a lição e vai batalhar agora para conquistar o coração dos jogadores, não apenas seus bolsos.

Finalizamos nossa entrevista falando sobre o futuro dos games, segundo Ricardo essa guerra atual ainda não teve um vencedor. Claro, o Wii não é competidor do PS3, tão pouco do X360 e os objetivos da Sony e da Microsoft são muito diferentes em essência (ainda que convergem em muita coisa). Você sabe, eu sei, Ricardo sabe,uma guerra não é definida pelo número de mortos nem pelo número de vendagens, uma guerra é definida pelos objetivos conquistados, desde que os inimigos tenham os mesmo que o seu. Sob esse prisma, temos de concordar a guerra dos consoles está ainda mais indefinida do que parece.

Bom esse foi o post de hoje, espero que tenham apreciado e aproveitando vou fazer um jabá para meus amigos: compre muita EGM Brasil, eles são a autoridade máxima em games no território nacional. Ah e antes que você, caro leitor, reclame que o conteúdo parece que foi muito cortado e não há muitos trechos da entrevista, eu posso explicar: esse blog é “apenas um braço” de algo muito maior que está por chegar e não podemos simplesmente entregar o ouro de mão beijada. Mas fique com a certeza de que esse projeto “tão grandioso” será notícia aqui e que esse blog ainda será mais importante do que nossa vã mente pode hipotetizar. Fique Ligado, amanhã começa nossa cobertura sobre o Anime Party de São Paulo, que reuniu fãs da cultura japonesa e gamers nesse final de semana!

Luiz Silva

Colaboração: Hilton de Oliveira

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