Entrevistamos: Rafael Arbulu

"Trabalhar com games, para um jornalista, é dificílimo. Primeiro porque não é qualquer profissional que pode fazer isso direito" - Rafael Arbulu.

Galera hoje temos uma entrevista inédita com um cara sem trava nas línguas e que se vocês acompanham o portal EGW e a revista EGW conhecem muito bem. Me refiro ao Rafael Arbulu, quem conhece seus textos sabe que seu estilo de narrativa é bem próprio e quem já teve a oportunidade de bater um papo pessoalmente com ele (assim como eu fiz no Gameworld 2010), sabe que ele tem muitas idéias na cachola e ainda mais coisas a falar sobre videogames.

Na entrevista ele nos fala um pouco sobre seu passado gamer, carreira, futuro, seus novos projetos e tantas outras perguntas que pudemos imaginar. Aconselho quem o conhece a ler imediatamente e ainda mais a quem não o conhece a fazer o mesmo. Afinal de contas sempre é bom saber de onde vieram as pessoas de sucesso e para onde elas estão mirando seus olhos! Antes de conferir a entrevista vale a pena fazer um jabá do bem…

O Rafael Arbulu está no twitter no seguinte endereço: (www.twitter.com/rafael_arbulu). E também tem seu próprio site, o novíssimo “The Gamer”, que você pode conferir em (http://www.thegamer.com.br).

Confira agora a entrevista! 

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1.        A primeira pergunta não é tão óbvia (ou será que é?). Defina quem foi, quem é, e quem será Rafael Arbulu.

 Rafael Arbulu: Cara, se tem uma coisa em que apresento muita dificuldade em fazer, é falar de mim mesmo. Deixa eu pensar: eu sempre fui gamer. Viciadão, hardcore mesmo. Acho que isso define um ponto em comum sobre “quem foi”, “quem é” e “quem será”. De resto, fui uma criança fechada que acabou se soltando conforme foi crescendo. Se hoje falo pacas, ontem eu era bem recluso – o típico estereótipo do nerd que era zoado na escola. No futuro, pretendo ser mais bem-sucedido como profissional, pelo menos, para não falar em ser um bom marido.

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2.        Como você foi iniciado aos videogames?

Não lembro. Minha mãe brinca que eu jogava antes de andar. Embora eu duvide que minhas raízes de entretenimento interativo atinjam esse patamar, acredito que comecei muito, mas muito cedo com os videogames. Minhas primeiras memórias são com um Nintendinho (NES), e seu clone brazuca, o Phantom System (que a Gradiente lançou aqui na década de 1980). Me lembro bem disso porque, na época, propagandas na TV aberta eram uma constante e meus pais me presentearam com o NES pouco depois dele ter chegado ao Brasil. Conforme as gerações foram evoluindo, eu fui acompanhando: SuperNES, Mega Drive, Master System, Neo Geo, Game Boy, PlayStation, Nintendo64….tive quase todos os consoles. Alguns antigões – como o MSX – eu acabei adquirindo nas adolescência, quando fazia “rolos” com alguns amigos. Acho que o único console que nunca tiva na vida foi o GameCube. Da geração atual, eu já tive os dois portáteis, mas tive que vendê-los. Não tenho um Xbox 360 nem um Wii, mas quero comprá-los, sim. Atualmente, tenho um PS3 e um PC bem forte, além do iPhone.

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3.        Qual game marcou sua infância positivamente ou negativamente?

Hmmmm…acho que Metal Gear e Final Fantasy são escolhas óbvias, dada a minha convivência com ambas as franquias desde seus primeiros títulos (em ambos os casos, as versões “primordiais”, ou seja, os Metal Gear do MSX e os primeiros Final Fantasy, eu as adquiri depois, mais velho). Mas também lembro bastante de Street Fighter II, onde eu narrava as minhas partidas e jogava em pé; e International Superstar Soccer, que jogava extensivamente com meu irmão caçula  e meu primo. Curioso que, hoje, não suporto jogos de futebol, mas nessa época, eu sempre ganhava do meu irmão, que sempre ganhava do meu primo, que sempre ganhava de mim. Já chegamos a sair no braço uma ou duas vezes.

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4.        Ainda falando sobre a sua juventude, como você era na escola: megapopular, só mais um cara, ou o nerd da classe?

Nerd. Bem nerd. Até demais, pro meu gosto. Eu sempre tive amigos – bons amigos – em todas as panelas, o que era muito bom, mas digamos que as menininhas demoraram a notar o jogador de RPG que entendia tudo de videogames e computadores e merda nenhuma de “primeiro beijo”, “ficar” e andar com os mais populares. Esse povo tirava um sarrinho da minha cara, mas sempre me respeitou também, então apesar de não atender à demanda de popularidade, tenho ótimas memórias com todo mundo. Lamentável que eu fale com tão poucos hoje.

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5.        Você já foi vítima de algum tipo de bullying por causa dos videogames?

Bullying, como uma ofensa direta ou provocação extensiva, não. Como disse, sempre teve aquela tiração de sarro, mas tudo dentro do limite. Uma vez ou outra alguém acabava abusando, mas filho de gente brava tem a tendência de ter o pavio curto (pra não falar em ser bom de braço), então, sim, houve uma vez, que eu me lembre, em que deu briga, mas nada que fugisse do normal de um estudante colegial. Mas sempre tinha gente que separava a briga, que acalmava os ânimos e, no final, todo mundo jogava bola junto e a encrenca era esquecida.

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6.        Como você se tornou um jornalista e depois mais precisamente foi parar no jornalismo de games? E na Herói e na EGW? (Faça uma espécie de linha do tempo)…

Jornalismo sempre foi minha pretensão profissional desde, deixa eu ver, sexta, sétima série. Sempre tive facilidade para escrever e hábito de ler tudo o que passava pela minha mão. Caí para games quando ganhei uma assinatura anual da Ação Games (Editora Abril, falecida entre 1999-2000 com uma capa do preview de GTA III – é, eu tenho boa memória). Comecei a mandar material via carta, posteriormente, e-mails, para as áreas de DICA DO LEITOR. Eventualmente, o Darius (Roos, editor do Terra Games), me chamou para uma visita, para conhecer a redação, coisa bem informal. Nisso eu tinha meus quatorze ou quinze anos (aposto que ele nem lembra). A coisa se seguiu nesse padrão até eu ingressar à faculdade. Um frila aqui, outro acolá, e acabei mandando e-mail para o Forasta (André Forastieri, diretor de redação da Tambor) pedindo um emprego. Nem contava com a resposta do cara, mas o Shaman (Ricardo Farah, ex-editor da EGM Brasil, hoje EGW), me mandou um e-mail me chamando para uma entrevista. Entrei na Tambor em março de 2008, como redator do HERÓI.com.br e das revistas. Com mais ou menos uma semana de trampo, o Shaman e o Forasta vieram falar comigo, dizendo que “tinham fechado com a Microsoft e que eu ia fazer o negócio virar”. Sem saber de que se tratava, a diretoria marcou uma reunião com a equipe, na qual foi-me apresentado o MSN Jogos – minha primeira experiência como editor. Saí da empresa em agosto de 2009, apenas para voltar em fevereiro de 2010, quando assumi o site EGW.com.br. Resumidamente, é isso.

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7.        Você acha de alguma forma estranha que um adulto passe a vida jogando videogames ou não tem nada a ver?

Você acha estranho que um adulto seja bitolado em filme e cinema? Ou que seja viciado em montar maquete, fazer escultura? Entretenimento vem de várias formas, se manifestando em diversos arquétipos artísticos. Só porque sou “viciado em games” não quer dizer que esteja sob efeitos similares aos de um entorpecente ilícito. É diversão, pura e simples. Quem julga tonto um adulto que joga videogame é que tem que crescer para a vida – ainda mais no mundo de hoje.

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8.        Certa vez falando com a Renata Honorato ela me disse que mesmo depois de anos trabalhando na área e dominando o inglês ainda hoje dá uma certa insegurança quando vai falar com um produtor internacional. Você já passou por este friozinho na barriga mesmo sabendo que vai dar conta do recado?

Nas primeiras vezes, sim, batia aquele nervosismo. Mas depois eu me acostumei tão bem que nem via uma entrevista como “uma entrevista”. Sempre partia para o trabalho com aquela mentalidade de “ah, é só um bate-papo”. Com o pessoal da Hudson, que são parceiros da Tambor e amigos de todo mundo lá dentro, eu falo até palavrão. Pensando nisso, comecei a adotar este modelo para qualquer entrevista que eu faça: botar o alvo da minha pauta num clima de mesa de bar, manja? Deixar a pessoa à vontade, fazê-la rir com você…acho que isso facilitou muito a minha vida. Até mesmo para quem estou fazendo o primeiro contato, como a Alicia, da Namco Bandai, eu sempre jogava alguma piada….do tipo “vou matar o nosso estagiário…” e outros gracejos. Desnecessário dizer, tenho toda essa gente no Skype, falando comigo como se fossem meus vizinhos.

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9.        Ao redigir seus textos o que você busca primeiramente? A informação nova, a informação rica, um texto divertido, um texto diferente ou o que?

Todo bom texto jornalístico começa com uma pesquisa contundente. O máximo de informação que você possa reunir, no melhor aproveitamento do tempo disponível. Claro que nem sempre dá para você fazer aquela coisa extensiva, ainda mais agora com o advento da internet, mas riqueza e certeza da informação passada são primordiais. A informação nova viria de qualquer jeito, ou a pauta não existiria. Às vezes, nem é tão nova, mas é vista de um ponto de vista diferente, o que dá um caráter maior quanto à sua relevância. O que você chama de “texto divertido” é mais uma questão de estilo, então não tento buscar isso porque é algo que acaba vindo naturalmente. Para mim, o importante é saber do que se fala mesmo, publicar sem cometer erros grosseiros.  

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10.      Por falar nos seus textos, teve algum que você disse “Porr@ este texto está genial, tão fod@ que até parece que não fui eu que fiz, eu sou demais, o grande mestre da literatura dissertativa dos editoriais gamísticos que já surgiu na história”, ou algo não tão exagerado, mas que você achou muito bom mesmo. Se tiver um qual foi e onde podemos encontrá-lo?

Ah, cara, cada texto é um texto. A EGW nº102 tem a capa do Castlevania: Lords of Shadow, que é minha matéria. Eu achei que ficou bem bacana. Teve outra capa, na época da EGM Brasil (não lembro a edição), cuja matéria era do Prince of Persia, aquele com visual meio aquarelado – eu também curti bastante. Meus reviews – sobretudo Final Fantasy XIII, no site EGW. Acho que vai de cada um…tem texto meu que fez pessoas me odiarem ou gostarem muito de mim. É variável demais para nomear todos, então acho que estes que eu citei acima são bons exemplos – para mim.

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11.      Digamos que você fundasse uma nova revista de videogames no mercado chamada “Arbulu’s Magazine” ou qualquer nome que seja. Como seria essa revista?

Não sei se apostaria em revista impressa nos tempos atuais, apesar de adorar folhear páginas. Acho que tentaria algo mais puxado para o meio digital, mas enfim…como ela seria, não? Boa pergunta: eu tenho o costume de aprender muito com erros de outros, então tentaria não repetí-los, para começar. Como diferencial…err…mais entrevistas, talvez. Elas são bem chatinhas de se conseguir, mas acho que caberia um esforço maiorzinho por parte das empresas – todas, no geral. Também pensaria na quantidade de membros da minha equipe…ninguém faz site sozinho, nem revista, nem folhetim, nem jornal, nem fanzine, nem nada. Qualidade é muito mais importante, lógico, mas quantidade também interessa muito, pois dá maior margem de atuação: você tem mais tempo para correr com as pautas, mais gente para produzir, mais visões textuais…

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12.      Conte-nos um pouco como era o seu dia-a-dia na Tambor. O que você mais fazia, e como fazia?

Em ambas as ocasiões, eu produzia e editava pautas, inicialmente, no MSN Jogos, depois, no EGW. Também produzia material para as revistas, claro, numa base diária, como todo mundo lá dentro. Fora do núcleo de games, já escrevi para a PC Magazine, quando esta ainda tinha a versão impressa, além do site HERÓI. Também tinha o planejamento do Gameworld, com o auxílio da galera. Enfim, muita coisa.

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13.      Bom, agora vai ser a pergunta da vez. Porque você saiu da Tambor? Que acontecimentos levaram à sua saída? E após isso, você saiu de vez da EGW ou vai freelar pra lá?

“Reestruturações empresariais no qual meu nome já não fazia mais parte dos planos originais” – essa foi a justificativa que me deram. Como, em ambas as oportunidades, eu saí de portas abertas, de bem com todo mundo, não tenho razão para acreditar que tenham mentido para mim ou que eu tenha feito uma cagada muito grande a ponto de me levar a um ponto sem volta. Eu admito, porém, que sempre fui cabeça-dura: não sou dos funcionários mais fáceis de lidar, mas toda e qualquer discussão com a chefia foi tendo em visão o aprimoramento do trabalho da empresa. Quanto à minha continuidade, sim, combinei com o Fernando (atual editor da revista EGW) que continuaria escrevendo para eles. Se o Renato (editor da Nintendo World) precisar, também dou uma força, claro. Assim sendo, vocês não se verão livres de mim tão cedo.

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14.      Sobre as atuais críticas que a Comunidade EGW do Orkut faz à revista. O que você acha, estão certos, estão exagerando, a revista precisa de mudanças mesmo ou ela passou pela mudança e os fãs é que ainda não se acostumaram? Você mudaria alguma coisa na EGW?

Em primeiro lugar, vale o recado: tem uns certos usuários que já partiram para a ofensa, mandando certos nomes da redação tomarem em certos lugares…daí para baixo. Esses já perderam qualquer razão que um dia tiveram, pois estavam acusando a redação de ser condescendente com eventuais erros que a diretoria fosse responsável. Desnecessário dizer que a redação sempre bateu cabeça com os diretores para mudar certos aspectos da revista e do site. Quem fala merda contrariando isso, fala sem saber e não tem argumento, logo, não deveria opinar.

Isso dito, tem as críticas construtivas, que são muitas, admito. Mas quando você é funcionário de alguém, a última palavra é a do chefe, e se ele disse “não”, então não há muito o que fazer. Eu mesmo queria que o projeto gráfico da revista e o layout do site mudassem completamente. A meu ver, não funciona do jeito que está agora, e as opiniões da comunidade – público alvo da marca – refletem isso. Fora com este ponto, tem muita coisa na EGW que apresenta alto valor informativo. Todo mês tem entrevista. Todo mês a marca está atualizada em seus reviews e, no que a revista falta, o site compensa. Então…sim, eu mudaria muita coisa na EGW, mas também manteria muita coisa.

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15.      Bom, agora você tem dois projetos o Voto E Direito e o The Gamer. Fale pra nós o que são e como vão funcionar.

O The Gamer (http://www.thegamer.com.br) é meu projeto pessoal. “Um dos”, na verdade, mas não posso falar dos outros ainda. O Voto E Direito (http://votoedireito.com.br) é um blog voltado ao direito eleitoral, produzido e alimentado pela empresa onde trabalho agora – a MediaRisk. Basicamente, ele trata da legislação eleitoral – tanto pelo lado do candidato como pelo lado de quem vota. É coordenado por advogados políticos e especialistas no assunto, e agrega notícias relevantes à legislação eleitoral em uma base diária. Definitivamente, uma mudança completa de área, no meu caso, mas muito agradável, considerando a equipe que trabalha comigo. Ah, um adianto: a MediaRisk está com um projetão em mãos para quem procura estágio ou trampo de trainee. Garanto que vai ser F-O-D-A. Esperem mais algumas semanas para ver (dica: tem a ver com o iG…).

O The Gamer, como estatifica o óbvio, será um site com produção de conteúdo jornalístico voltado para o mercado mundial dos videogames. Sim, eu sei que tem blog pra caralho por aí afora falando a mesma coisa, mas pense: o funcionamento da maioria dos veículos é praticamente igual. Já posso dizer de antemão que apresentarei diferenciais interessantes, mas vamos deixar isso às escuras por enquanto. No momento, estou em conversas com algumas entidades bem fortes, que demonstraram certo interesse na absorção do site – parceiros, se você preferir. Se você, que estiver lendo isso, for um potencial interessado (MOMENTO JABÁ MASTER = ON), então me procure: o e-mail é r.arbulu@thegamer.com.br, além disso estou no Twitter (@Rafael_Arbulu).

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16.      Porque política foi a sua escolha de trabalho agora? Ano de eleição tem algo a ver com isso, ou é algo que você sempre gostou de discutir?

Eu sempre discuti política, embora não fizesse isso numa rotina consistente o suficiente para que fosse notado. Não sou nenhum especialista na área e meu conhecimento disso é o mesmo de qualquer pessoa bem informada. Não foi bem uma “escolha de trabalho”, tendo em vista que a MediaRisk é uma empresa nova que já tem alguns negócios bem interessantes – o Voto E Direito é mais um deles. Foi essa a área que me foi delegada, então é nela que estou atuando. O assunto me interessa, porém, já que, como você mesmo disse, estamos em época de eleição.

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17.      Ao criar o The Gamer podemos esperar que você sempre estará atento ao mercado de videojogos. Os que os seus fãs podem esperar do site além disso. E voltando aquela pergunta do Twitter, quando vamos ler mais textos inéditos seus nas revistas?

Meus textos serão publicados conforme a necessidade dos editores das publicações que me chamarem (risos). Sim, eu sempre estou atento ao mercado, não só por trabalhar com ele, mas por consumir muito dele. É sempre bom me manter alinhado com as novidades que são lançadas no mundo dos games. O The Gamer não será “só mais um” a ocupar a internet. A metodologia de trabalho dos principais veículos de jogos daqui é, em boa parte, igual. Assim sendo, conheço erros que são comuns a todos, e é nisso que pretendo sair na frente. Por ora, é o que posso dizer do projeto – até mesmo porque o site ainda nem está pronto, não é?

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18.      Considerando que tenha uma pessoa lendo essa entrevista e coincidentemente ela esteja cursando jornalismo e mais coincidentemente ela esteja em dúvidas entre atuar como jornalista político ou de videogames. O que você tem a dizer a pessoa? Alguma dessas áreas pode ser dita mais necessária do ponto de vista mercadológica que a outra ou mais prazerosa para o jornalista? 

Trabalhar com games, para um jornalista, é dificílimo. Primeiro porque não é qualquer profissional que pode fazer isso direito. TEM QUE TER INGLÊS NA PONTA DA LÍNGUA, pois você vai lidar com muito gringo – mais até do que muita publicação de grande imprensa. Segundo porque você sempre vai encarar olho torto de gente que acha que “fazer revista/site de games é coisa de moleque que quer ser empresário” ou de “gente que precisa crescer”.

Entretanto, muito disso vale também para a política. Não tenho isso em dados comprovados, mas estou certo que muito político por aí olha o Voto E Direito como “pouca coisa” porque é “apenas” um blog. Desanimador? Depende de como você enxerga ambas as situações: pessoas com esse pensamento retrógrado geralmente são as primeiras a se ferrarem. Fica a dica 😉

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19.      O que podemos esperar do Rafael Arbulu para daqui dois anos (dois anos porque de 2012 não passa, rsrsr)? Tá e considerando que os Maias estejam errados o que acontece daqui a 20 anos?

Tá doido? Tem que passar de 2012! Eu tô fazendo um site, lembra? Bom, espero, num futuro próximo, estar com meu próprio negócio, bem sucedido o suficiente para tirar um bom dinheiro para bancar minhas vontades e da namorada. Não tenho ambição de ser podre de rico, cagar e me limpar com notas monetárias de alto valor ou acender um charuto cubano com um dólar norte-americano. Quero ter dinheiro para meu sustento e o da minha família, quero ter meu negócio e quero fazê-lo bem, direito, justa e corretamente. Quero ser um concorrente que respeita quem já está no mercado, e quero que meus concorrentes me respeitem, e aprendam comigo o que espero aprender com eles. Se isso vai rolar daqui dois ou vinte anos, ninguém sabe.

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20.      Qual seria a melhor 20º pergunta que não fizemos, mas que você gostaria de responder?

Hmmm….o que mais eu teria na manga? Eu responderia “muita coisa”, mas não contaria nada.

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Vamos ao ping-pong (o que é algo sempre presente aqui no blog)

Internet ou Impresso?

Ambos

 

Um ídolo?

Ayrton Senna

 

Um filme?

Sobre Meninos E Lobos, Código de Conduta, O Poderoso Chefão (série)

 

Uma música?

Qualquer rock (menos Happy Rock, pelo amor de Deus!). Vai do momento.

 

Um game?

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

 

Um dia?

09 de fevereiro de 2008 – início de namoro, ou então 13 de julho – meu aniversário

 

Um videogame?

NES – foi onde comecei

 

Um sonho?

Abrir e fazer vingar a minha empresa (faço isso tão logo…)

 

Uma derrota?

Ver uma determinada pessoa dizer na minha cara que meu trabalho não funciona

 

Uma vitória?

Provar, com números, para dita pessoa que meu trabalho funcionou tão bem que melhorou índices de audiência

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E essa foi a entrevista com o Rafael Arbulu, espero que tenham gostado. E também acompanhem o trabalho dele com mais atenção ainda. Subam toda a matéria porque tem dois links em azul, um do twitter dele e o outro do site pessoal dele. E sim, estou fazendo o jabá novamente e não, não estou sendo pago por isso, o que significa que apoio o trabalho dele incondicionalmente.

See ya!

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5 Comentários

Arquivado em Entrevista, Games, Notícias

5 Respostas para “Entrevistamos: Rafael Arbulu

  1. Pingback: Tweets that mention Entrevistamos: Rafael Arbulu « RevistaGames -- Topsy.com

  2. Me identifiquei muito com esse cara, apesar de não ter o sucesso que ele tem, tive quase a mesma vida. Nerd, fechado, fã de video games que apenas agora está conseguindo se abrir mais para o mundo.

    Achei até meio engraçado a parte final, ele faz aniversário no dia 13 de julho e eu no dia 13 de junho!

    Parabéns e boa sorte!!!

  3. Show de bola. O Arbulu manja muito! Trampei com ele na Gamers Playstation e na EGW. O mano é fera mesmo. Parabéns pela entrevista equipe Revista Games, ficou excelente ^^

  4. Fê Nogueira

    Eu adoro esse cara. Tive o prazer de trabalharmos juntos na Tambor e compartilhar revoltas, piadas, caronas, almoços e por aí vai.

    Torço muito pelo seu sucesso e sei que é questão de tempo até ele se dar ainda melhor nesse ramo tão dificil que é o jornalismo de games.

    Mais vale um cara que bota a mão na massa e luta pela empresa como ele do que algum rapaz fresquinho metido a sabido que só sabe queimar os outros.

    Força Arbuleto. Os forrozeiros do Brasil te amam.

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