Simuladores, realidade virtual e o simples desejo de satisfação – Alguma coisa está errada!

 

Simulador, a arte de simular algo ou a tentativa de se esbarrar na realidade.

Gran TurismoForzaFIFAPES são apenas alguns games que abordam o gênero simulação com firmeza e às vezes com muita pretensão.

Mas qual é a sua verdadeira função, qual é o tão esperado resultado?

Quando criança passei por algumas gerações, vivi tempos onde pontos quadrados e animações admiráveis contavam histórias. Acabei caindo em outra dimensão, onde os segredos estavam guardados e espalhados no ambiente. Nessa época tive meus primeiros contatos com os tais simuladores, bons para aquela infância, mas não tão competentes e divertidos assim.

Um dos primeiros foi Flight Simulator, mas pra mim voar era sonhar, mas sonhar não era ter ao seu redor botões, botões e mais botões. Apesar da tentativa de fidelidade e do conceito bem concluído aquilo não deveria ser e não era nada agradável para uma criança. O tempo passou, chegou a vez de Gran turismo e com ele um belo tapa na cara.

Nunca fui um Casual Gamer, sempre gostei dos desafios, mas onde estava a graça em dirigir por horas a fio sem ter no final uma premiação digna. Queria ver carros explodindo, pessoas apavoradas com a velocidade e não apenas um monte de testes e licenças para serem adquiridas.Tempos bons foram aqueles onde San Francisco Rush conseguia fazer a gente sonhar e imaginar quais carros e quais saltos conseguiríamos dar pelo ar no dia seguinte.

Acredito porém que Gran Turismo foi o único que apesar dos erros conseguiu passar algo que realmente fez diferença na minha vida. Através de mensagens subliminares meu cérebro conseguiu observar e aos poucos lembrar da noção de espaço e até mesmo da maneira correta de conduzir o veículo em ambientes diferentes.

Sempre tentei entender o porque das coisas serem perfeitas. Aqui mesmo vai um bom exemplo. Apesar de ter o meu blog pessoal a mais de um ano no ar, todos os dias surgem idéias de textos e preocupações sobre comentários e visitas, as vezes preciso pensar duas vezes para não levar uma bronca e ter que me defender, mas infelizmente isso nem sempre dá certo!

O fato é que nos acostumamos fácil demais com as coisas, sejam elas erradas ou não. Mas sempre que podemos surge um senso crítico, precisamos sempre de algo que consiga nos impressionar, algo que seja espetacular, mas ainda sim crível. Não vale apenas jogar o confete para o alto e imaginar o universo, precisamos saber como chegamos lá, o que estamos fazendo e como vamos voltar.

Hoje meus olhos estão mais abertos, essas experiências duplas que temos todos os dias jogando e assistindo filmes sempre deixam suas marcas, mas pense bem, elas nunca deveriam e nunca precisaram ser reais. Onde estaria a diversão se um belo dia tudo retratasse com fidelidade a realidade. Seria divertido andar pelas ruas impuras de Vice City? Ou até mesmo tentar caminhar pelas trilhas sombrias de Siren?

Acredito que a nossa mente não deve esperar da nossa própria expectativa algo onde o resultado seja “Real o bastante”, mas sim a altura das nossas fantasias, curiosidades e até mesmo dos nossos sonhos. Não vou tentar levantar mais nenhum exemplo para não ser crucificado logo no primeiro post, sei que a idéia de vocês talvez não seja a mesma que a minha, mas tentem ficar atentos com as peças pregadas em vocês mesmos. Comece admirar e não apenas se exaltar, tente se divertir e não apenas desferir diante de um trabalho palavras sem sentido e expressões malucas. Não se torturem e nem engulam nada a seco, apenas aproveitem as experiências que todos os dias estão sendo dadas, sejam elas em forma de ingressos, por mídias físicas ou até mesmo por meios bizarros e malucos como esse texto.

Meu nome é Tiago de Angelis Silva, vulgo ony2005 e a partir de agora faço parte da família Revista Games.

Obrigado pela visita!

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3 Comentários

Arquivado em Cinema, Consoles, Games

3 Respostas para “Simuladores, realidade virtual e o simples desejo de satisfação – Alguma coisa está errada!

  1. victor

    aé seja bem vindo ^^

    eramos 2

    agora somos tres e vamos tocar essa possilga pra frente xD

  2. É isso ai, se precisar de algo é só pedir o email para o chefe…perai não temos chefes, somos iguais. XD

  3. Ony excelente texto, isso eu já tinha dito. Lembra o estilo do Pablo Miyazawa mesmo, veja isto como um grande elogio.

    Agora ao Victor recomendo que sente no cantinho da disciplina por chamar nosso blog de pocilga. hahaha

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