Hands-On: Red Dead Redemption

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Considerado melhor game do ano, a Rockstar talvez não esperasse que o game conseguisse tanto, bem digo isso porque a primeira versão (Red Dead Revolver) é muito esquecida mesmo.

Mas vamos aos fatos, o game até  que merece o titulo, por trazer uma grande aventura e todos os elementos de filmes “western” já vistos além de novidades, claro. Bem como mérito irei fazer este review mais do que atrasado , mas pode ser considerado um pretexto de boa causa, confiram!

Bem falar de Red Dead Redemption é de fato falar de um GTA no velho-oeste, logo de inicio o jogador já sente isso na pele, mas RDR também deixa bem claro que possui seu próprio brilho, ao começar pelo ambiente (velho-oeste) no qual consegui ser muito mais vivo do que a cidade Liberty City de GTA IV.

Seu nome é John e você tem pose de mal.

A história do game é fantástica, você é John Marston um verdadeiro fazedor de tarefas nas quais resultam em andamento na historia, mas com certeza você ira se encantar com o carisma deste personagem.

Assim como GTA, RDR possui cerca de 20 horas de jogo com direitos a muitos extras, estes com certeza é o mais forte do game, pois retrata exatamente a vida no velho-oeste, você participa de duelos, banca o caçador de recompensas, ajuda pessoas, até arruma um emprego! Nunca houve um jogo tão completo como este na historia da Rockstar e digo que a produtora esta de parabéns!

A parte gráfica do game surpreende, o cenário do game consegue fidelizar bastante, a cidade de Armadillo, por exemplo, parece ser de verdade, tanto o cenário como as pessoas que estão lá possui um grande tom de realismo, é difícil dizer, mas assim como GTA, RDR ainda possui aquele pequeno problema de “lag” na renderização, pois às vezes enquanto você cavalga com seu cavalo é possível ver o cenário sendo construindo, mas se pararmos para pensar isso não atrapalha em nada.

Elementos de GTA são corriqueiros, como encarar missões e até a jogabilidade

A jogabilidade do game pouco inova e possui elementos de GTA, mas se formos só vendo isso não vamos chegar ao motivo pelo qual acredito que RDR foi o game do ano pela VGA, John, por exemplo, como já dito é um fazedor de tarefas o jogo inteiro é fazer troca de favores, seja para um bêbado na rua, uma mulher filha de um grande fazendeiro ou até um  charlatão que vende remédio que não funciona você para dar andamento na historia tem que fazer estes favores, que sempre resultam em confusão e muita diversão.

O game ainda possui um modo multiplayer no qual se resume a 16 jogadores em partidas co-op, duelos, entre outros, mas sempre tem algo que chama atenção e se quando se fala em velho-oeste logo vem o bando de bandidos tocando o terror na cidade, foi então que a Rockstar criou o Free Roam, modo que possibilita os jogadores saírem livres pelo mapa (o mesmo do modo single) explorar tudo, montar um grupo de bandidos e assaltar os bancos, seqüestrar a mulherada, etc. Resumindo RDR é um game para todos os gostos hardcore possíveis.

Visuais embasbacantes no velho oeste te esperam.

Além das missões que dão historia ao game, a obra possui muita coisa a mais, enquanto você anda pela cidade sem rumo algum é comum do nada surgir alguém precisando de ajuda e você simplesmente acaba ajudando, como um ato de missões extras chamado “American Apettites” este não influência em nada a historia principal, mas possui a sua própria historia na qual narra um homicida canibal que esta tocando o terror nas montanhas próximo a Armadillo e você para resolver tem que ajudar diversas pessoas até conseguir pistas e a localização do sujeito, é algo que impressiona muito, pois é comum nos dias de hoje ver alguém pedindo ajuda e você jogando RDR ira ter a mesma sensação

Um dos pontos que mais chamam a atenção em RDR é o ambiente em si, se você parar no meio da rua e observar a movimentação da cidade, você ira ver uma grande interação, pessoas trabalhando, cachorros brincando ou brigando, alguém procurando ajuda, o ambiente em si no game nunca para e deixam bem claro que esta cada vez mais próxima da perfeição, falando de ambiente “vivo” um ambiente western não pode faltar uma coisa, o bar!

Arrumar briga no velho oeste não é nada difícil

Sim existe o bar, e lá todo mundo é amigo, lá tudo mundo é irmão até o corno vira machão! No bar (o tal Saloon) é bem divertido, há momentos de festa  no qual um NPC qualquer vai lá e toca o piano, há momentos calmos e sempre há um briga, bem só peca porque ainda não consegui arranjar uma cadeira para bater em alguém porque toda briga de bar tem que ter a cadeirada bem estilo Chapolim (episodio no qual ele treta com bandido no velho-oeste e só dá cadeirada nele), além de todos esses elementos também há a possibilidade de se embriagar, você vai lá no balconista e pede cerca de seis doses de Uísque (aproximadamente) ao terminar de beber John fica realmente bêbado e você quase nem consegue se movimentar até cai no chão e por lá fica, faltando apenas a ressaca do dia seguinte.

Também há situações onde o jogador deve virar o caça recompensas, esta funciona da melhor maneira que o velho-oeste pode trazer para nós, resolver tudo na bala, você invade o território do bandido procurado e senta a bala nele, ou você senta a bala nos comparsas e laça o criminoso levando-o para o xilindró.

Há a possibilidade de arrastar seus inimigos com o cavalo

Existem também mini-games no jogo, como Poker, jogo da mão na  faca (bem não sei o nome, o objetivo e acerta os vãos entre os dedos sem se machucar), da para você curtir um cinema mudo (este são animações que mostram situações engraçadas e bem bizarras) entre outros, todos estes extras se enquadrem perfeitamente na narrativa “western” do game.

A maneira que o game funciona para dar avanço na historia é bem interessante, você realizando tarefas ira ganhar fama e honra com estes atributos você ganha reconhecimento e respeito, se você der uma de fora da lei logo ira perder toda a sua honra ganhando então desrespeito e um premio pela cabeça, então no game deve se pensar duas vezes em bancar o bandidão se não quiser acabar sendo procurado por todos até o fim do game.

O game possui um pacote de armas bacana, resumindo em revolver (os famosos revolver do velho-oeste) um Winchester (sim a 22 de João de Santo Cristo) laço (que servi para laçar tudo, até a mulherada) faca (sim por que não) etc., tudo bem ao estilo velho-oeste. O jogo ainda lhe dá um comando ao estilo bullet-time , este também foi visto em RD : Revolver , no qual você marca seus inimigos e ao apertar o gatilho John da um verdadeiro combo de tiros acertando diretamente nos locais indicados.

A trilha sonora do game é o que chama, mas atenção bem tudo em RDR chama a atenção, mas este quesito é incontestável dizer que é o melhor, os temas do game vão desde musicas de ambiente tocando em violão, banjo e outros instrumentos que nasceram do velho-oeste e musicas fantásticas como “Far Away” tema que deveria ter ganhando o premio no VGA.

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Conclusão

Red Dead Redemption é um game  que de forma alguma pode ser taxado de ruim, bonito, divertido e bem empolgante o game consegue ser a obra prima da Rockstar, com quase infinitas possibilidade de jogo, uma historia que é bem encaixada ao tema do jogo e momentos de grandes emoções, não podemos falar que o melhor ano, pois pela VGA foi por voto popular e não foi avaliado por quesitos técnicos e sim por gostos, bem pessoalmente digo que RDR é o segundo melhor, pois me apaixonei por Mario Galaxy 2, mas se não existisse a obra de Miyamoto sem duvida este ficaria no topo seguindo por Mass Effect 2.

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Análise

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Gráficos: Texturas realistas e cenários bem desenvolvidos deixam o game bem próximo da perfeição, pecando apenas por alguns bugs de processamento.

Nota: 9,5

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Jogabilidade: GTA foi a maior inspiração na mecânica, mas o jogo em si possui muito, mas que a obra citada anteriormente.

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Nota: 9

Produção: Ambiente “western” agrada principalmente em seu visual, animações do game são cinematográficas com diálogos da época e boa narrativa, a boa e velha “historia dentro da historia” vista em GTA é tratada com excelência no game deixando cada vez maior.

Nota: 10

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Geral:  9,5

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Ponto forte: Esta é cidade é pequena demais para nós dois… só faltou esta frase para dizer que o velho oeste é mais do que um ponto forte.

Ponto fraco: Nossa já amanheceu, vai fazer três dias seguidos que estou aqui jogando…

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Bônus Stage!!!

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Red Dead Redemption: Undead Nightmare

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Faroeste encontra a madrugada dos mortos vivos...

E se colocássemos zumbis no meio de toda a parada bang-bang? E se tocarmos o terror no meio de todo o holocausto zumbifico (essa palavra de novo!) bem a Rockstar resolveu botar a cachola para funcionar e criar o melhor game de zumbi do ano.

John estava em sua casa quando de repente surgem zumbis, assim nasce o Undead Nightmare pacote de expansão que trás o melhor do terror trash para o melhor do ano (pela VGA).

RDR: Undead Nightmare é algo que é completamente inesperado em nossas vidas, pois nunca era de se esperar que GTA houvesse zumbis, então porque esperar um jogo do mesmo naipe ter? Então com essa invasão de mortos vivos o que temos é algo que empolga mais ainda a jogatina já vista na versão original e ainda por cima nos diverte e muito.

Zumbis estão sempre em grandes grupos, cuidado!

Resumindo os quesitos técnicos é o mesmo do original, um mapa gigante ambientado no velho-oeste, a cidade de Armadillo, as florestas e fazenda tudo esta ali, mas você nunca, mas estará sozinho, sempre haverá um ser que um dia viveu por perto.

Zumbis nunca estarão sozinhos sempre andam em hordas, então a primeira dica é fique longe e tenha certeza que está apto a combatê-los, zumbis não tem inteligência, eles seguem instintos, foram “pagos” para comerem seu cérebro, então fique esperto. Eles não sobem em ambiente altos como escadas, então já sabe aonde se esconder.

Aproveite a falta de genialidade dos zumbis para bolar estratégias.

As dicas acima deixam as coisas mais fáceis, matar um zumbi é algo que realmente é divertido em qualquer game, zumbis é a terceira coisa no mundo dos games que me empolga (primeira é RPG japonês, segunda é Kojima e seus títulos) então digo logo de cara que esta expansão é muito boa mesmo.

Isto aqui não é bem uma análise do Undead Nightmare, estou apenas dizendo que gostei do game e recomendo, pois o titulo ira deixar o game mais completo e non-sense, haverá momentos de grande diversão no game e não será fácil enjoar do game então a recomendação para este ano é jogue Undead Nightmare e seja feliz.

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Análise

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Gráficos: Texturas realistas e cenários bem desenvolvidos agora com zumbis, deixam o game bem próximo da perfeição, pecando apenas por alguns bugs de processamento.

Nota: 9,5

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Jogabilidade: GTA foi a maior inspiração na mecânica, mas o jogo em si possui muito, mas que a obra citada anteriormente e agora tem zumbi.

Nota: 9

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Produção: Ambiente “western” misturado com elementos de filmes de terror deixando a coisa melhor do que já era.

Nota: 10

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Geral:  9,5

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Ponto forte: Zumbis \o/

Ponto fraco: Nossa já amanheceu , vai fazer um mês seguido que estou aqui jogando, virei até um zumbi…

2 Comentários

Arquivado em Games, Hands-On, Reviews

2 Respostas para “Hands-On: Red Dead Redemption

  1. Muito foda esse jogo \o/
    Eu quero jogar esse dos zumbis.. hahah ;D

    Ótimo texto😉

  2. Dennys

    sei não, acho que o ponto fraco desse jogo é que o começo me deu sono. Depois melhora.

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