Coisas que Detesto #01: Casas de Fliperamas

Por Detestador

Olá sacos de carne ambulante, como vocês certamente ainda não me conhecem vou lhes fazer o favor de apresentar-me: sou o Detestador, em poucas palavras posso dizer que detesto a tudo e todos. Isso inclui detestar a ti e os seus amigos ranhosos, além é claro de detestar música, cinema e videogames.

Sei que muitos irão questionar minha lógica (que diga-se de passagem) deveria ser inquestionável, mas já que sei muito bem o tipo de fantoche que lê esta baboseira de blog, logo faz-se imprescindível que eu perca novamente meu tempo, desta vez a enumerar os motivos de porque estou a dissertar sobre um assunto que detesto num local “especializado” no mesmo:

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1º Sou o maior gênio literário vivente, logo és natural que eu possa a usar meu intelecto superior para escrever onde me der a calhar. E vocês não podem fazer nada a respeito a não ser ficar a reclamar.

2º Estou a ganhar liquidez financeira com isto. Afinal não pensem vocês que eu irias a pagar internet, escrever algumas linhas num blog qualquer pelo simples fato de importar-me com o vosso entretenimento.

3º Mais importante. Eu posso e deu-me vontade.

Dito isto, vamos aos fatos de por que não simpatizo nenhum pouco com a casas de fliperamas:

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Detesto fliperamas, jogadores de fliperamas, luzes de fliperama, músicas de fliperama, a palavra fliperama…


Certa vez estavas a esmurrar putos com um conhecido, e deixe-me sublinhar conhecido (porque amigo és coisa de maricas), quando de repente esse palhaço resolve convidar-me para casa de fliperama. A única razão que não me fez arrancar-lhe o fígado pelo ânus foi porque a simples menção de tamanha idiotice me deixou em esturpor. Aproveitando-se da minha situação esse retardo de gente me arrastou até lá. E prestem atenção quando digo que me arrastou para lá, ao contrário de vocês, quando eu tenho um aneurisma eu fico igual a qualquer um de vocês (que aliás parecem não fazer uso do cérebro), porém sem saber direito o que faço.

Apesar de ter tatuado “anti-social” na testa alguns pobres idiotas acharam que era bom se enturmar comigo, como não tinha nada a fazer resolvir aceitar ao convite, mas apenas com as gajas. Então dei uma volta pelo lugar para procurar alguma garota que pudesse me entreter no meio de tantos nerds. Para minha surpresa não havia uma fulana qualquer, logo eu estavas enclausurado num lugar onde ninguém usasse calcinhas (talvez até houvesse, mas certamente que não era do sexo feminino).

Há alguém que possa discordar quando digo que locais propícios à jogatina são verdadeiramente grandes centros onde as pessoas estão a fazer nada. Mas já que minha opinião é a única válida, digo que quem frequenta tais lugares são desoculpados. Pois é isso o que um fliperama demonstrou ser para mim: um lugar onde as pessoas reúnem-se para desperdiçar seu tempo. Afinal lá não há nenhuma garota para entreter-me, e creio que digo por toda a gente quando afirmo que locais sem mamas ambulantes são enfadonhos e aborrecidos. Era notório que havia jovens tolãs bêbados aqui e ali, além dos pobres viciados que já há muito transmutaram suas massas cinzentas em titica de cefalópode.

A primeira coisa que notei num fliperama são as luzes. Um show ranhoso de luzes, dignos de fazer qualquer bingo ou cassino de Nevada roer-se de inveja. Isto me faz lembrar que são essas luzes que causam epilepsia em assistidores de desenhos japoneses. Provavelmente eles usam os mesmos tipos de luzes nesses lugares. Talvez isto explique toda a mongolóidisse dos frequentadores de fliperamas.

Como não vi outra alternativa a não ser fazer o mesmo que toda a gente, afinal se vou passar a detestar um lugar é justo que eu ao menos o conheça um pouco para detestá-lo embasado em fatos, logo resolvi jogar uma partidinha de Street Fighter II (sim, lá era uma pocilga com máquinas tão obsoletas que duvidaria que seus proprietários um dia soubessem que Street Fighter IV sequer existe). Street Fighter II nem precisarei dizer que é um jogo bem xunga e entediante, mas ou era isso ou fingir que dirigia um veículo numa daquelas máquinas barulhentas com gráficos quadráticos, o que aliás é uma grande imbecilidade da parte de alguns produtores.

Após algumas batalhas monótonas com o computador que não exigia nenhuma habilidade da minha parte a não ser saber fazer um hadouken, senti-me aziado. Minha vontade era de fazer hadoukens de verdade em quem quer que estivesse por perto. Eis que um espinhudo qualquer, que obviamente deve pensar que mulheres têm pirulitos entre as pernas devido ao seu alto grau de nerdisse, desafiou-me para uma luta. Ora pois, ninguém tem a audácia de desafiar-me sem sofrer uma derrota vergonhosa perante meus dons recém adquiridos de soltar hadoukens seguidamente! Aceitei o desafio.

Após um primeiro round em que o venci graças as minhas táticas infáliveis, o fedelho mostrou-se mais viciado do que eu supus, no segundo round, minhas seqüencias de hadoukens mostrou-se para minha surpresa inefetivas perante a chuva de golpes que o espinhudo desferia. Acabei por perder esse round e também o terceiro de forma mais dramática ainda. Esperava eu que pudesse haver a possibilidade de uma revanche, mas descobri para minha ira de que o fliperama comera minha ficha e que para voltar a jogar teria de comprar uma nova. Maldição! deves de estar a rir da minha cara, como é que um fliperama há de engolir minha ficha assim sem mais nem menos? E o tal espinhudo que conseguiu derrotar-me!

O espinhudo pensou mesmo que eu ia deixar por isso mesmo? Ledo engano meu caro. Fui até o poste do outro lado da rua e passei a jogar pedregulhos amarrados em fios de cobre. O resultado foi um curto circuito daqueles de meter medo. Sei que diversas máquinas pifaram e o bairro todo ficou sem luz por muitas horas. Atente mongos que lêem este exemplar literário de que ninguém me passa pra trás, sou um filho da puta muito doente e perverso. Naturalmente que quando tentaram descobrir quem ferrou com a fiação do poste eu acusei alguns moleques que estavam a empinar pipa por perto, os tais levaram vários ponta-pé da ralé que viu seu entretenimento destruído. O dono de tal estabelecimento rançoso ficou a espumar ao ver que seu prejuízo o forçaria a fechar as portas durante meses.

No final da história nem precisarei mencionar que esse colega que me arrastou até a tal casa de fliperama estás neste momento a ser enterrado no quintal de casa pelo mordomo. Afinal foi dele a idéia de arrastar-me para um lugar sem mamas, sem nada a fazer a não ser jogar jogos enfadonhos em máquinas diplomadas em roubar dinheiro e ainda com nerds tetudos que conseguem bloquear seqüências infinitas de hadoukens. E é claro que os pais do tal colega ainda nem desconfiam de sua morte prematura…

Se leu isto e estás irritado com o fato de que detesto fliperamas, mata-te, pois minhas opiniões não estão passíveis de discussão. Além do mais sou EU que estou a dizer que fliperamas são detestáveis, e EU sempre estou com a razão. Se leu isto e achas estranho o fato de que eu detesto videogames e ainda assim sei os nomes de golpes e personagens, saiba que não existe nada no mundo que eu saiba menos que vocês roliços, invejem-me sou um grande sábio!

Se leu isto e achas que sou um noob por perder no Street Fighter, saiba que estou aberto a qualquer desafio, mas que fiquem avisado de que sou mal perdedor e irritar-me pode dar prejuízo…


13 Comentários

Arquivado em Coisas que Detesto, Games

13 Respostas para “Coisas que Detesto #01: Casas de Fliperamas

  1. fndjklsnvgkjfd

    muito bom falar formalmente e ficar dizendo que odeia todo mundo huhuhu muito legal

  2. twitter.com/_redtoblack

    HAUISHEUISAE que cara chato da porra, mas confesso que rachei o bico

  3. victor candido

    quando se é noob reclama ate do nome q tem …

  4. “quando se é noob reclama ate do nome q tem …”

    Minha genialidade é tanta que já havia respondido seu comentário muito antes de você o ter feito, o que aliás não é nada difícil considerando o vosso desvio de atenção…

    Se leu isto e achas que sou um noob por perder no Street Fighter, saiba que estou aberto a qualquer desafio, mas que fiquem avisado de que sou mal perdedor e irritar-me pode dar prejuízo…

    Caro Sr. Victor se achas que sou noob basta desafiar-me para uma partida de qualquer jogo que lhe apetece em sua residência, mas aviso-te que se por ventura eu sair derrotado num embate eletrônico pode ter certeza de que terá início a um embate físico, e eu já saio em vantagem pois sou muito mais doente que você pode sequer imaginar e possuo a força dos loucos além de estar sempre muito bem munido.

    Mata-te.

  5. Pingback: Coisas que Detesto #02: Jogos em Inglês « RevistaGames

  6. Luciano [FZ P13]

    kkkkkkkkkkkkkkk……. rachei o bico ………….kkkkkkkkkkk

    esse personagem é ótimo

    deu um toque diferente ao blog

    parabens

  7. Orlandinho Casa Verde

    Eu topo o desafio de um contra no Brigador de Rua
    sou capas de soltar hadoukens sem intervalos
    e sou bom de briga

  8. Caro Sr. Orlandinho Casa Verde,

    De nada lhe adianta ser bom de briga se vou levar uns 10 ou 12 capangas para garantir a minha vitória, e fique avisado que todos eles estão mais armados que terroristas da Al-Qaeda. Ainda quer desafiar-me?

  9. Luciano [FZ P13]

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  10. Denis

    malandroooo
    oww maluco malllll
    deu ateh medo
    omg

  11. Número de comentários odiosos que despejei na latrina = 01

  12. Anônimo

    vc é o cara!!!!!

  13. Anônimo

    MAS Q BICHONA!!!!

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