Originais vs Reboots/Remakes

Lembra daquele jogo antigo que você tanto gostava e ganhou uma nova roupagem? Pois é relembramos alguns que foram refeitos ao longo dos tempos.

Se existe um grande motivo pelo qual você está lendo esta matéria é pelo seu amor pelos jogos antigos, assim como nós, e é por isso que este blog existe existe: para trazer informações dos bons e maus games sejam eles atuais ou do passado. Afinal de contas muitos games antigos merecem ser relembrados mesmo hoje em tempos de Halo: Reah e God of War 3. Puxa temos até uma sessão retro!

Mas não somos apenas nós que gostamos dos jogos das antigas, parece que muitos dos produtores idolatram os games que tanto fizeram sucesso no passado, mas como eles não podem simplesmente lançar um jogo do mesmo jeito que este era antigamente, foram inventados os remakes e os reboots. Sim, sabemos que muitos destes deixam a desejar, mas alguns conseguem a proeza de chegar com qualidade indiscutível.

Mas antes de mostrar alguns exemplos de remakes e reboots, vale a pena fazer uma diferenciação entre os dois tipos de relançamento. Num remake vemos freqüentemente uma melhoria da versão antiga, você vê os games em sua maioria com o título inalterado, bem como o gameplay, o enredo, as falas… Mas sempre com gráficos, sons e interface revisada. Ou seja, entenda um remake como aquele jogo que você tanto gostava ajustado para a geração atual.

Contudo existem os reboots, que são os games que dividem o nome do original, mas possuem muitas vezes uma história, conceitos e gameplay diferentes do original. Uma analogia que serve bem como remake e reboot nos cinemas seriam que “A Fantástica Fábrica de Chocolate” de Tim Burton é um remake e “Batman Begins” de Christopher Nolan é um reboot. Um pouco mais claro não?

Fica mais óbvio quando se analisa que num reboot é descartado muito ou em alguns casos tudo o que havia ocorrido no original e em suas continuações. Tudo em prol de novas idéias e sem a obrigação de ter de se ficar preso ao passado, deste modo perde-se um game ou filme antigo e ganha-se uma marca renovada e sujeita a conquistar novos fãs. Claro que há os casos em que um reboot é idealizado para salvar uma série que vai mal das pernas, diferente de um remake que visa alcançar aqueles que gostaram muito do original.

Agora vamos a alguns exemplos de remakes e reboots que foram lançados ao longo dos anos e suas diferenças com o original.

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Sonic The Hedgehog

No original…

Sonic da maneira que todos se lembram e apreciam...

Sonic dispensa apresentações, afinal este foi um dos grandes clássicos dos videogames. Nem mesmo a história tinha muito destaque, bastava começar o jogo que a ação fluía. Não que ela (história) não existisse, mas o fato é que ninguém dava muita bola pra ela. Naquele tempo o game era divertido do começo ao fim.

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No reboot…

E aqui em 2006 no game que poucos fazem questão de lembrar.

Após várias trapalhadas na era 3D, a Sega resolveu que era hora de dar um reboot no Sonic, contudo não foi um reboot convencional, afinal o game seguia a cronologia de Shadow The Hedgehog que se juntava neste game com Sonic e Silver para mais uma vez frustrar os planos de Robotnik. Assim como quase todos os games do Sonic na era 3D, este aqui foi duramente criticado, manchando deste modo um título que até então era inatacável.

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Preferimos o… original

Fica claro que os games de Sonic fora do 2D sofrem de qualidade duvidosa, e infelizmente o de 2006 não é excessão à regra.

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Por que fizeram um reboot?

Sonic em 3D é sofrível, então a Sega queria fazer um novo Sonic em 3D que nos fizesse esquecer os games anteriores.

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Battlezone

Em 1980…

Na versão antiga de Arcade

A Atari resolveu testar todo o poder dos Arcades da época com este game super saudosista. Quem já jogou lembra-se de como o game era revolucionário para a época, afinal ele foi um dos primeiros games a abusar verdadeiramente do 3D, isso era em 1980, um feito! Naturalmente o game tinha muitas limitações e deficiências, mas naquele tempo virou hit imediatamente. O remake/reboot demorou muito para sair.

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Depois de 18 anos…

E aqui a versão repaginada

Surgia para os PCs o novo Battlezone e apesar do título, o game se assemelhava muito vagamente ao original, culpa é claro de quase duas décadas de tecnologia avançando gradualmente. O saldo foi um game de tanks, mas com muito mais elementos de estratégia em tempo real (sim, construir unidades e guiá-las por aí) e FPS. Em 1998 o game repetiu o sucessor do original, os motivos eram claro a reinvenção de uma fórmula de sucesso, além dos combates futuristas. Tinha ainda o modo multiplayer com Deathmatch e Strategy para os amigos curtirem em rede

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Preferimos o… reboot

O original era bacana, mas nada como ver uma série retornando de forma magistral em gráficos bacanas e novas possibilidades de jogo.

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Por que fizeram um reboot?

Mesmo para os games mais fabulosos da atualidade, dezoito anos é tempo demais para uma sequência, então é lógico que se você quer trazer uma série da tumba terá de reapresentá-la ao mundo.

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Defender

Defendendo nos anos 80…

Defender estilo Atari

Muitos se lembram de Defender, pois ele é claramente um dos games que mais inspiraram outros games no planeta, mas pra quem não lembra vai um memorando. Era aquele shooter lançado para árcades em 1980, o objetivo do jogo era proteger os astronautas de naves alienígenas que os queria abduzir. O jogador controlava a nave para a esquerda ou para a direita, pois os astronautas ficavam espalhados pelo cenário. Se os astronautas fossem abduzidos eles voltavam como mutantes que lhe atacavam. O game obviamente inspirou quase todos os “games de navinha” que surgiram posteriormente.

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Defendendo em 2002

Defender estilo Playstation 2

Já na era Playstation 2 tivemos um novo Defender, isso após alguns games que beberam da fonte do original, neste aqui o objetivo é o mesmo: proteger os humanos de criaturas alienígenas, para tanto o jogador ou destrói os inimigos ou vai transportando os humanos até uma área segura. A diferença mais óbvia entre ele e sua gênese é que neste Defender tudo passou para o 3D e com isso os cenários deixaram de ser linhas no horizonte. Dito isto, imagine aquelas missões com as naves em Starwars Battlefront e inimigos no estilo do filme “Tropas Estelares”, e aí já dá pra ter uma idéia do que é o game. Apesar de não ter revitalizado a série como os produtores almejavam, o novo Defender fez bem o papel de levar a série para o século XXI.

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Preferimos o… original

Não que o reboot tenha sido ruim, mas é que não conseguimos evitar a nostalgia dos antigos games de navinha.

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Por que fizeram um reboot?

Logicamente aproveitar a fama da série para vender algumas unidades e de quebra resgatar uma marca que já estava no limbo digital. Afinal, se o game vender na mesma proporção que antigamente já é garantia de sucesso e uma nova franchise a ser explorada.

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Golden Axe

Na era Arcade

Golden Axe clássico

Você com certeza lembra-se deste grande clássico dos Beat ‘em Up produzido pela Sega em seus tempos áureos. Na série, três guerreiros faziam a progressão lateral da esquerda para a direita e no caminho ia enfrentando os asseclas do vilão Death Adder até resgatar os monarcas de Yuria junto do “Golden Axe” que possui poderes mágicos. Não precisa nem falar que o game é um ícone da era 16 bits.

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Na era atual

Golden Axe atualizado

Com o nome de Golden Axe Beast Rider a sega resolveu lançar o game para PS3 e X360 sob o pretexto de recolocar a série no mapa. Para tanto as mudanças seriam drásticas, de 2D o game passaria para a modelagem 3D, cairiam fora os personagens Gilius e o Ax Battler, ou seja, só ficaria a amazona Tyris Flare. Outra diferença notável foi a inclusão de muito sangue nos combates, tirando isso o game têm muitos dos elementos dos originais, como as criaturas que podem ser usadas como transporte, o clima medieval e o “espírito” hack ‘n slash. O game não foi bem em diversas críticas, muitos o acusaram de possuir gráficos bacanas e uma história simplória. E já que as vendas acompanharam o desempenho das críticas não se falou mais em Golden Axe em 3D pelo menos por enquanto.

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Preferimos o… original.

E apesar de parecer ter sido fácil decidir, não foi. A verdade é que Beast Rider não é um remake convencional e ele faz bem seu papel, mas mais uma vez o espírito retro bateu mais forte.

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Por que fizeram um remake?

Neste caso era simplesmente para vender às custas de uma marca consagrada, mas ei não reclame da Sega, eles até que se esforçaram bastante para dar um novo ar a série.

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Kingdom Hearts

Kingdom Hearts Chains of Memories

Jogando cartas no GBA

Lançado em 2004 para GBA, Chains of Memories surgiu como uma união entre Kingdom Hearts 1 e Kingdom Hearts 2, mas com uma idéia renovada. O que acabou surgindo foi um game que mistura elementos de RPG com Card Games. Muitos ainda o consideram um caça-níquel, mas a verdade é que Chains of Memories conseguiu nos manter entretidos até que Kingdom Hearts 2 surgisse.

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Kingdom Hearts RE: Chains of Memories

Jogando cartas no PS2

E aqui temos a prova concreta de que quando bem feitos, os remakes podem ser melhores que o original. É até injustiça comparar esta versão com a de GBA, visto que a versão de PS2 é praticamente um Kingdom Hearts 2 com o esquema de batalha de Chains of Memories do GBA, o que significa que o game passou a ser 3D, contendo vozes e CGs belíssimas. Este fez parte do pacote Kingdom Hearts 2: Final Mix+.

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Preferimos o… remake.

Ah, a Square soube fazer um remake que vale o investimento, e não é apenas pela melhoria gráfica ou as falas dos personagens. O fato é que este remake tem mais a oferecer do que o original, coisa que deveria ser feita em qualquer remake.

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Por que fizeram o remake?

Neste caso era para nos dar alguns extras a mais num relançamento de Kingdom Hearts 2. Neste caso ficamos felizes com o fato de que a Square-Enix fez algo que nos convencesse a comprar o game de novo, dando a chance de quem não tem um GBA de aproveitar a trama no PS2.

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Fique de olho em…

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Mortal Kombat

Já falamos que Mortal Kombat está retornando e parece que vai ser um reboot como nunca se viu antes na história dos videogames? Pois é, os elementos que cadenciaram a série em Cult estão presentes, bem como as Fatalidades. Depositamos muita esperança neste game.

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The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3DS

Ainda não foram revelados muitos detalhes sobre o remake deste que é seguramente um dos jogos mais amados de todos os tempos. Puxa, nem sabemos quando o 3DS será lançado e já marcamos em nossa lista de compras este jogo. Afinal esta será a chance de revisitar Hyrule em não apenas gráficos revisados, mas sim em gráficos revisados em 3D.

5 Comentários

Arquivado em Games, Retrô

5 Respostas para “Originais vs Reboots/Remakes

  1. victor

    re-designer , reboot esses tpos de coisas são feitas para que os personagens classicos ou jogos classicos se enquadrem ( ou pelo menos tente ) nas gerações sucessoras a elas , e se sonic esta ai pq mario nao esta ? ele que foi desenhado 8 bit , 16 bit , 64 bit, 2d , 3d etc… falo isso pq sonic apesar de ter sido um fracasso no 3d manteve entre aspas a mesma ideia do original e mario também…

  2. “re-designer , reboot esses tpos de coisas são feitas para que os personagens classicos ou jogos classicos se enquadrem nas gerações sucessoras a elas”

    Exatamente o que está no texto, fico feliz que alguém tenha entendido a proposta da matéria.

    Obviamente que reboots, as vezes, vem com uma proposta de salvar uma série ao invés de meramente atualizá-la para uma nova realidade.

    Quanto a Mario, bom houve um equívoco, pois se ver bem a Nintendo nunca jamais quis reformular a franquia Mario, tal qual a Sega tentou com Sonic The Hedgehog em 2006, ou seja, dar um novo fôlego a uma franquia que estava capengando…

  3. victor

    sim mas new mario bros de certa forma é um remake entaum nao se enquadraria na materia ..
    fora mario 64 que tambem foi remasterizado no ds…

    afinal é : Originais vs Reboots/”Remakes”…

  4. Você realmente considera New Super Mario Bros um remake ou um reboot?

    Remake de qual outro jogo Mario? Reboot? Mas porque? Quanto a Super Mario 64 no DS, você deve ter jogado as duas versões e com certeza viu que ele não representa uma mudança tão drástica quanto Kingdom Hearts Chains of Memories do GBA/PS2.

    De qualquer forma o texto está aberto, vai lá e adiciona o Mario se quiser.

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