Hands-On: Bulletstorm

Epic Games, todos sabem que ficou famosa por games da série Unreal Tournament e creio que todos sabem que ficou realmente épica pelo brutal Gears of War, mas sempre há uma ovelha negra na família e a resposta disto tudo é encontrada em Bulletstorm um game de FPS que ficou no “quase lá… mas não chegou”.

Lançado para PCs, Xbox 360 e PS3 o game narra uma aventura que se passa em um futuro muito distante do nosso, basicamente o século 26, e aqui tecnologia não é muito usada para a paz e sim para  criar armas e causar destruição, dando ao jogador batalhas espaciais e uma ação frenética ao estilo de muita coisa que já foi criada atualmente.

A idéia de misturar futuro com uma ação bruta conseguiria ser boa senão pecasse por algo, duração e falta de originalidade, para falar de Bulletstorm podemos falar de Halo ao mesmo tempo, pois apesar de serem distintos possuem uma temática semelhante, porém em Bulletstorm a história consegue ser bem fraca a ponto de dizer claramente que o que mais vale é a ação frenética que o jogo lhe fornece.

A história consegue convencer o jogador que o jogo é bom apenas se ele não ligar muito para isso, aqui você é um sujeito chamado Grayson um verdadeiro caçador de recompensa espacial que consegue ser traído em uma de suas missões  por um general “fanfarrão” chamado Sarrano e dez anos depois você sai a procura de (advinha?) vingança! O tema favorito da terra do tio Sam.

Tudo bem até ai, dá para ter argumentos que me façam entender o porquê disso tudo, mas o game dá uma grande sensação de mais do mesmo, não pela jogabilidade e sim pelas animações.

Ao contrario de jogos de FPSs mais famosos que deixam as animações rolarem em primeira pessoa aqui existem verdadeiras cutscenes, idéia boa senão fosse tão igual a Gears of War, os diálogos, os personagens e até o cenário do game lembra um pouco o game de terceira pessoa da mesma produtora, claro porque não? É da Epic Games, faça-me um favor, custava fazer algo um pouco mais original?

Os personagens falando lembram Marcus Fênix e sua turma do barulho descaradamente e as tomadas cinematográficas destas tais cutscene exalam Gears of War, algo bom até, pois isso não quer dizer que são ruins, mas deixa bem claro que poderia ser melhor.

Falando da tão comentada jogabilidade até então não criticada, vou dizer que ele não peca por ser boa ou ruim existem aspectos do game que são bons e chegam a inovar, mas existem tantos fatos que poderiam ser melhores que me deixam com vontade de ir lá e mostrar para eles como deveria ser feito.

Esqueça o pulo! Sim FPS sem pulo! É uma mancada? Até que não, dá para relevar, mas e aí esse botão A (ou X no PS3) correndo e se jogando no chão que nem Gears of War não poderia encostar-se à parede? Sim claro, mas não temos isso e você fica com a indignação de ver seus queridos companheiros encostando-se à parede como todo FPS e aqui onde poderia ter essa salvação (depois de Rainbow Six Vegas) não possui, algo até estranho porque a Epic Games revolucionou o TPS com esse elemento, mas não trouxe para o FPS deixando bem claro que este quesito é outro que poderia ser melhor, mas não é.

Além disso, aqui entre aspas houve um dedo de Vanquish (um jogo japonês ai que lembra Gears of War, mas é melhor a meu ver, pois consegue ser mais ágil…), pois o jogador possui um chute que assim como em Vanquish quando é desferido de uma forma bem precisa deixa o efeito bullet-time surgir, a comparação é insignificante, mas deixa você ciente que isto é outro fato que não é tão original, vale mencionar que este chute (que seria a facada em Call of Duty ou o soco em Halo) é o golpe “pau pra toda obra”, pois você consegue resolver praticamente tudo só com este golpe desde abrir uma porta a derrubar objetos que na vida real um chute nunca iria derrubar.

Para finalizar vamos aos gráficos, cenários bonitos, designer dos personagens semelhante a um conhecido que já foi citado, porém até um pouco defasados se for comparado, os efeitos da iluminação do game e o fundo dos cenários (um fato que lembra Halo) são de impressionar, designer das armas chama bastante atenção e este sim é o único quesito que não há muito que reclamar, mas o mesmo não pode ser dito dos efeitos das explosões que não convence muito.

Ah sobrou tempo, então vou finalizar dizendo que aquele enredo mencionado no inicio, poderia ser melhor se não ficasse somente em básicas 5 horas de jogo deixando o jogador ciente que deverá experimentar Bulletstorm em seu multiplayer que não consegue surpreender tanto como outros FPS e ainda por cima não possui modo off-line outro fato que a Epic Games pecou porque todos os jogos até então possuíram.

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Análise:

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Gráficos: Consegue ser o ponto mais alto do game, desenvolvido pela já enjoada Unreal Engine 3 aqui os personagens receberam um tratamento um pouco mais fraco do que visto em Gears of War, porém os cenários conseguem ser bonitos demais para não levar tanta bronca.

Nota: 8.5

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Jogabilidade: Elementos que poderiam ser mais desenvolvidos fazem deste quesito algo que não é ruim, mas não é excelente.

Nota: 8

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Produção: “Eu já vi isso em algum lugar?” Quando surgiu a primeira animação do game veio logo de cara que tudo ali fez parte de uma reciclagem junto a isso um enredo já foi utilizado por ai e desta vez nem tentaram mudar os conceitos é vingança e cabo, mas para compensar o game lhe dá uma boa doze de ação com sangue e explosões.

Nota: 8

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Geral: Bulletstorm é um jogo de FPS que faz o jogador apreciá-lo se já jogou outros que existem por ai que conseguem ser melhor, se sim é uma boa pedida, pois é algo que não é ruim. Mas mais uma vez vou dizer que podia ser melhor.

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Nota: 8.1

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Desenvolvedora: Epic Games

Distribuidora: EA Games

5 Comentários

Arquivado em Games, Hands-On, Lançamentos, Reviews

5 Respostas para “Hands-On: Bulletstorm

  1. Denny

    acho que esse jogo foge da 7° geração pois não é maravilhoso, mas também não é ruim. Algo que sempre acontece na 7°, ou o jogo é epico ou é tão ruim que sei lá.

  2. Denis

    Ja top baxando pra da minha opniao tbmm
    e vc sabe ne victor que de opniao em jogo eu manjoo koakoskoa

  3. Queria jogar, mas tem muita coisa pra comprar para o PS3. Pela demo vi como o jogo tem um visual interessante, apenas não gostei muito da IA dos inimigos e dos controles, mas isso é algo que deve ficar normal ao jogar mais.

  4. Esse jogo tem um apelo visual incrível, disso não há dúvidas, mas como o Victor sempre diz “gráfico não é tudo”. Tem uma chamada na EGW desse mês para Bulletstorm que é assim:

    “Dos produtores de Gears of War e Painkiller, game promete mudar o conceito dos jogos de tiro em primeira pessoa”.

    Depois de ler esse Hands-On tive a impressão que o jogo é mais do mesmo, só um pouco mais polido, tive a impressão errada?

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